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Da série: fazendo compras saudáveis

Este é o primeiro episódio de uma série de postagens que eu vou abordar sobre as diversas opções de produtos saudáveis que temos no mercado e diferenciá-los de acordo com suas melhores características.

Recebi como sugestão de conteúdo e achei muito pertinente incluir aqui no blog um texto mais completo e detalhado sobre cada uma das escolhas de alimentos no supermercado. Se quiser acompanhar mais sobre o assunto, segue no @nutricao.e.bem.mais.

Antes de tudo, a leitura de rótulos é um diferencial gigante para a sua escolha alimentar. SIM! Se você ainda resiste à leitura daquelas letrinhas pequenas, caríssima, preciso te dizer que você precisa ter alguma iniciativa se quiser ter autonomia nas suas escolhas.

Aposto que para escolher um creme cosmético novo, você dá uma lidinha na indicação de uso, assim como sempre vê a indicação do tipo de cabelo de cada shampoo, não é mesmo? Difícil quem passa naquele corredor de opções de beleza e, simplesmente, corre a mão em qualquer tubo colorido e põe na cestinha de compras. Se para o seu cuidados externos, você não faz isso, então, porque você faria isso para sua nutrição interna?

PORTANTO,

1. Leia rótulos além das calorias

>>>5 COISAS para você observar a partir de agora<<<

  • Validade
    : deve ser o mínimo de leitura que você deve ter no rótulo. Reconheça a durabilidade dos produtos que você tem no armário, bem como a validade e modo de armazenamento adequado após abertura! Se diz para manter refrigerado: obedeça! Alguém estudou muito para produzir tudo aquilo e te dizer a melhor forma de usar. Por exemplo, você sabia que o vinagre após aberto deve ser mantido na geladeira? 
  • Lista de ingredientes:
    menos é mais! Não precisa saber o que cada nome daquele significa, mas precisa saber que o menor número de ingredientes naquele produto, significa simplicidade na produção e menor quantidade de aditivo químicos. Lembre-se que a ordem dos ingredientes listados é decrescente em quantidades: os primeiros estão em maior quantidade, enquanto os últimos estão em menor quantidade*****. Vários asteriscos aqui pra dizer que essa regra funciona até chegar nos aditivos. Sim, a legislação permite que estes sejam descritos no final da lista de ingredientes e agrupados por tipos, o que NÃO nos descreve mais a ordem de quantidades. De toda forma, se o primeiro ingrediente for açúcar, glicose, xaropes, maltose, sacarose, melado ou sucos de frutas concentrados, saibam que estarão comprando doces e produtos açucarados. No mesmo raciocínio, se um produto se diz integral, o primeiro ingrediente deve ser obrigatoriamente integral, seja farinha, semente ou grão.  
  • Porção
    (gramas, ml e medidas caseiras): geralmente descrita na primeira linha da tabela nutricional, essa quantidade descreve, por legislação, a porção indicada para cálculo nutricional dentro de uma dieta de 2000kcal por dia. E possivelmente indica a porção de consumo por dia, por pessoa. Pegue o exemplo de salgadinhos de pacotes e biscoitos recheados: 25g/dia e 30g/dia, respectivamente. Em medidas caseiras, isso são 2 xícaras de salgadinhos e 3 unidades de biscoitos. Essa porção não está ali à toa. Inclusive, a tabela nutricional é baseada nessa quantidade de consumo. Ou seja, se o valor de sódio é alto em uma porçãozinha de salgadinho, imagina comendo o pacote todo.
  • Origem:
    é a indicação do local onde o alimento foi produzido e quem é o fabricante. Essa informação mostra ao consumidor a procedência e identificação do fabricante junto ao órgão competente. Tá! E no que isso me ajuda? É aí que você pode decidir entre dois produtos similares em qualidade nutricional e preço, escolhendo o produtor local, o pequeno produtor, o agricultor familiar, beneficiando o crescimento da marca por regionalismo. É tipo dar like pra amiga no insta.
  • Selos
    : podem até se confundirem no meio de toda aquelas ilustrações, mas cada selo é uma medalha. Só pode usar selo, quem tem selo. Parece óbvio, mas não é. Para cada um daqueles selos que aparecem disputando um pedacinho daquela embalagem, existe um bom motivo. E para esclarecer: nem todo selo é mérito. A grande maioria é esforço. O que quer dizer que a marca sabe que cumpre determinados protocolos ou se adéqua para cumpri-los e solicita o selo de alguma entidade. Ou seja, geralmente o caminho é produtor➝selo. Mas, existem os selos de premiação como o Selo Mais Integridade, que premiou 16 empresas em 2019 por integridade, responsabilidade social e sustentabilidade. Vai dizer que não faz diferença saber que o produto que você compra tem uma história bonita por traz?
Sem mais demora, fico por aqui nessa conversa que está só começando! Se gostou do conteúdo, se tem alguma sugestão ou alguma contribuição, por favor fique à vontade de comentar aqui embaixo. 

AMANHÃ, no próximo capítulo desta série, trago verdades sobre o preferido de vocês na enquete que rolou lá no Instagram: Óleos e azeites - fazendo compras saudáveis.

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